
No fim do mundo com Amyr Klink
Amyr Klink foi anfitrião de uma viagem organizada pelo Arakur Ushuaia Resort & Spa
Apostando na tendência de viagens com curadoria de um especialista, o Arakur Ushuaia Resort & Spa organizou um pacote para o feriado de Tiradentes (de 20 a 24 de abril) sob o comando de Amyr Klink, o mais famoso navegador brasileiro. Ushuaia é um lugar especial para ele por ter sido a base de muitas de suas expedições náuticas para a Antártica.

Arakur visto durante sobrevoo de helicóptero
Um grupo exclusivo de brasileiros, composto por apenas 12 pessoas, participou da viagem que teria a navegação pelo canal de Beagle como o principal encontro com o navegador, além de uma palestra no hotel. Entretanto, Amyr e sua esposa, Marina Klink, fizeram questão de dividir com o grupo os seus lugares favoritos da Terra do Fogo e propuseram passeios pouco conhecidos e fora do roteiro turístico, como Cabo San Pablo e Almanza.
No catamarã privativo, durante a navegação pelo canal de Beagle, Amyr Klink contou histórias de suas expedições e curiosidades enquanto curtíamos a natureza patagônica. Passamos pela ilha dos pássaros, que abriga uma colônia de cormorões – aves muito parecidas com os pinguins -, e depois pela Ilha dos Lobos, repleta de leões-marinhos. Por último, chegamos no Farol Les Eclaireurs, mais conhecido por Farol do Fim do Mundo.
- Ilha dos Pássaros
- Ilha dos Lobos
- Farol do Fim do Mundo
- Durante o passeio de catamarã
Após a navegação, o casal Klink sugeriu almoçarmos no charmoso Almacén de Ramos Generales. O estabelecimento com decoração rústica e muitas antiguidades, é uma mistura de restaurante, padaria, doceria e museu. O cardápio tem vários pratos típicos da região.
Ao anoitecer, fomos presenteados com um inspirador bate-papo em clima intimista, onde Amyr Klink relatou suas aventuras náuticas e experiências de vida
Com o apoio da operadora local Brasileiros em Ushuaia, no dia seguinte, alugamos três carros 4×4 e partimos rumo à Cabo San Pablo.
- A caminho do Cabo de San Pablo
Cerca de 180 km de Ushuaia, Cabo de San Pablo é uma praia deserta onde está encalhado o navio Desdemona desde 1986.

Chegamos no auge da maré seca e fizemos um piquenique aos pés do cargueiro.
Amyr Klink compartilhou a sua alegria de ter entrado na embarcação pela primeira vez, pois todas as vezes que esteve no local a maré estava alta.

No outro dia, fomos à Puerto Almanza, uma pequena vila de pescadores de centolla, que fica na costa do canal de Beagle em frente a Puerto Williams (Chile) – a verdadeira cidade mais austral do mundo.

Em seguida, nos aventuramos em um voo panorâmico de helicóptero por Ushuaia e pela Cordilheira dos Andes, com direito a uma parada no topo do Monte Alvear.
Para finalizar, fizemos uma das trilhas que percorrem a Reserva Natural Cerro Alarkén – mais de 100 hectares de bosque nativo onde está localizado o Arakur. Chegamos a um mirante com uma linda vista do hotel, do canal de Beagle e das cordilheiras dos Andes.
- Casal Klink
Durante o passeio fomos acompanhados pela mascote do Arakur, a Daniela – uma vira-lata adotada pelos proprietários desde a construção do empreendimento.

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.
Amyr Klink
Fotos: Alessandra Leite e Divulgação
LEIA O REVIEW DO Arakur Ushuaia Resort & Spa
2 thoughts on “No fim do mundo com Amyr Klink”
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Admiro viagens náuticas, infelizmente é distante de minha realidade, por enquanto faço minhas aventuras de moto, minha esposa tem pavor de muita água. rs
Dia 13.12.2018 eu e meu filho Marcelo saímos de São Paulo com seu Defender, com destino primeiro Ushuaia, tivemos no caminho um problema no alternados doJeep e em função desse problema houve a quebra da correia dentada e por isso perdemos um dia, mas dia 19 chegamos. Assim que fizemos os passeios no catamarã, voltamos e como sabíamos sobre o navio, começamos a peguntar, mas ninguém conhecia, mas fomos atrás e seguimos a sinalização. Foi uma visão única ver aquele navio solitário apodrecendo no meio do nada. depois seguimos nossa volta pelo outro lado por El Calafate, Fritz Roy e Glaciais. Voltamos por Buenos aires e atravessamos para o Uruguai pelo Buquebus, e passamos nosso Reveillon em Polo Polônio uma Reserva Ecológica com praia à 100 km do Uchuí. Foi uma viagem fantástica que durou 21 dias, sempre acampando e fazendo nossa comida pelo caminho e banhos sempre nos postos. Como disse o Amir, numa expedição pelo mundo somos sempre alunos. Tenho 62, sou mochileiro desde os 15 anos, faria tudo de novo… PS: Adoraria estar nessa viagem com esse professor ai em cima…