Acampamentos de luxo em Botswana

Como fazer um safári em Botswana no melhor estilo glamping

Em primeiro lugar, o que é glamping?  A palavra glamping vem da combinação de glamour e camping. Ou seja, acampar com glamour. Estes acampamentos de luxo estão situados em lugares remotos e oferecem uma experiência mais que exclusiva aos hóspedes!

Na minha estreia em Botswana me hospedei em dois acampamentos de luxo, que fazem parte do portfólio da Wilderness Safaris – o Chitabe Lediba e o Xigera (duas noites em cada um). A Wilderness é reconhecida mundialmente por combinar, de forma autêntica, o turismo de experiência e sustentabilidade no continente africano.

Os dois acampamentos (camps)  estão localizados no Delta do Okavango – uma região que oferece uma excepcional vida selvagem e grandes extensões de terras pouco povoadas.

Quer saber mais sobre o Delta do Okavango e a Wilderness Safaris?

LEIA TAMBÉM: Safári sustentável no Delta do Okavango

Como chegar no Delta do Okavango?

Para chegar no Delta do Okavango, o ponto de partida é o aeroporto da cidade de Maun e, de lá, voar em aviões monomotores para os camps. Os voos são operados pela Wilderness Air – empresa do mesmo grupo da Wilderness Safaris.

Cessna Caravan

Embarcando para o Chitabe Lediba

Ao embarcar nesta aventura, você literalmente “se desconecta para se reconectar”. Isto mesmo, a ideia é se desconectar do mundo já que nos camps não há sinal de celular e wi-fi , e nem televisão; e se conectar com a natureza e a vida selvagem.

Primeira parada: Chitabe Lediba.

  • Chitabe Lediba

A viagem de Maun até a pista de pouso do Chitabe Lediba durou aproximadamente 30 minutos. Ao pousar, um jipe estava a nossa espera para mais 45 minutos até o camp. Durante o trajeto, já encontramos diversos animais.

Sobrevoando o Delta do Okavango

Quando chegamos, fomos recepcionados pelas funcionárias, que cantam uma saudação típica africana, e, em seguida, seguimos para conhecer as áreas sociais e a nossa tenda.

As construções foram erguidas em decks de madeira elevados, que são interligadas por passarelas, e estão completamente inseridas na natureza. A ideia é causar o menor impacto possível ao meio ambiente.

Passarelas que ligam os ambientes no Chitabe Lediba

O Chitabe Lediba tem apenas cinco tendas, sendo que duas estão conectadas e são ideais para famílias. Com estrutura de lona, as tendas são espaçosas e possuem somente itens essenciais para uma agradável estadia em meio a natureza. Uma bandeja com uma chaleira elétrica para preparar chá ou café e biscoitos, secador de cabelo,  yoga mat e ventilador, além de chuveiros interno e externo.

Esqueça o ar condicionado, frigobar e televisão! Aliás, você nem vai lembrar que eles existem.

Com vista para as planícies, o lounge abriga o restaurante e a sala de estar, onde os hóspedes se encontram antes dos game drives e podem relaxar! Na varanda abriga uma fogueira para noites especiais.

No camp há também uma lojinha, piscina e o boma – área com piso de terra batida e uma fogueira central para uma experiência de jantar sob as estrelas e ao som da mata.

piscina no camp

É proibido sair da tenda à noite e de manhã cedo (quando ainda está escuro) sem a companhia de um guia, pois podemos deparar com animais no caminho que podem se assustar com a nossa presença e atacar. Caso o hóspede tenha alguma emergência, ele deve acionar uma buzina.

Depois de duas noites no Chitabe Lediba, foi hora de partir para o Xigera. Na pista de pouso, estava a nossa espera um monomotor (Cessna 206 Station Air). Foram 20 minutos de voo sobrevoando a natureza única do delta.

  • Xigera

Como no Chitabe Lediba, ao chegar no Xigera também fomos recepcionados por simpáticos funcionários e depois conduzidos para conhecer as dependências do camp.

O tipo de construção (em decks de madeira elevados) e a estrutura dos camps é praticamente a mesma: lounge, restaurante, lojinha, piscina e as tendas em lonas que oferecem os mesmos itens necessários para uma excelente estadia. Entretanto, o Xigera é um pouco maior e dispõe de dez tendas.

As tendas também são equipadas com itens, como bandeja com uma chaleira elétrica para preparar chá ou café e biscoitos, secador de cabelo,  yoga mat e ventilador, além de chuveiros interno e externo.

Adorei os banheiros sociais integrados à natureza já que não possuem uma das paredes.

Típico dia nos camps

Todos os dias os safáris são realizados em dois horários – às 6h da manhã e às 16h30. No Chitabe Lediba, o safári acontece somente por terra, enquanto no Xigera tem também a opção do safári por água, que pode ser de barco ou mokoro – uma típica canoa da região. Os safáris são sempre acompanhados por experientes guias que fornecem informações importantes sobre a fauna e flora.

O dia começa bem cedo às 5h30 e após o café da manhã, todos embarcam (nos jipes, barcos ou mokoro) para o safári – com duração de 3 a 4 horas, pois neste horário o clima ainda é agradável e não espantou os animais para seus esconderijos.

Amanhecer no Chitabe Lediba

Amanhecer no Chitabe Lediba

No retorno do game drive, por volta das 11h30, um brunch nos espera e, em seguida é hora de descansar ou ainda curtir mais um pouco da paisagem selvagem, seja da varanda da tenda, do lounge ou até mesmo da piscina.

Após o chá da tarde, às 16h, é hora de sair para o segundo game drive. Antes do jantar, é o momento para relaxar no lounge ou na varanda e tomar um drinque.

Fim do dia no Xigera

Fim do dia no Xigera

Em uma das noite no Xigera, os colaboradores fizeram uma apresentação com músicas e danças locais.

Funcionários do Xigera

Uma das propostas dos camps é a interação e confraternização entre os hóspedes e colaboradores, por isso as refeições são realizadas em mesas coletivas. Uma oportunidade para trocar experiências, aprender mais sobre o local e recordar os momentos do dia. O café da manhã, almoço e jantar de ambos os camps são servidos em buffet.

sala de jantar do Xigera

 Como é o safári no Delta do Okavango?

A vida selvagem riquíssima do Delta nos proporcionou momentos mágicos durante os safáris que realizamos nas áreas próximas ao Chitabe Lediba e Xigera.

No safári de jipe, conseguimos observar leopardos – um dos animais que mais amo e que, até então,  nunca tinha visto – além de muitos outros, como os elefantes, zebras, girafas e macacos.

Só não tivemos a sorte de ver os búfalos , leões (só encontramos uma leoa com dois filhotinhos) e nem os rinocerontes, que estão praticamente extintos no país, mas graças ao programa de proteção The Botswana Rhino Reintroduction , da Wilderness  Safaris, esta realidade está mudando.

Durante o game drive sempre há uma parada estratégica para esticar as pernas e também fazer um lanchinho.

É emocionante estar em meio à vida selvagem e genuína de Botswana

jipe no safari em botswana

Já nos safáris por água, realizados no Xigera, primeiro fizemos de barco e foi a vez de avistar bem de perto elefantes, crocodilos e hipopótamos, além de uma variedade de pássaros. Isto sem falar da quantidade de “water lilies” (lírios de água ou nenúfares) aquelas que flutuam na superfície da água.

No fim do dia embarcamos no mokoro que deslizam silenciosamente entre rios e canais. Um dos guias conduz a embarcação enquanto explica sobre as espécies.

Quando retornamos para o carro, lá estava um leopardo em cima de uma árvore nos esperando e observando. Um momento mágico!

 A natureza transbordante aliada ao turismo sustentável, fazem de Botswana o lugar mais interessante atualmente para uma experiência de safári

Hospitalidade dos batswanas

A experiência não seria completa se não fosse pela hospitalidade dos batswanas – como são chamados os nativos. Amáveis, gentis e simpáticos, os colaboradores estão sempre com um sorriso no rosto e prontos para tornar a sua viagem ainda mais inesquecível.

Sempre é um grande aprendizado conversar com pessoas locais e aprender uma pouco mais sobre a vida deles e sua cultura. Foram quatro dias divertidos e com trocas de experiências.

Na nossa última noite, no Xigera, preparamos a típica caipirinha, que na verdade foi com vodka já que não havia cachaça, para os outros hóspedes e colaboradores.

No dia seguinte, quando chegamos na pista de pouso para pegar o aviãozinho rumo a Maun, e iniciar a nossa jornada para casa (camp-Maun-Johanesburgo-São Paulo) fomos surpreendidos com uma linda surpresa preparada pela equipe do camp – uma mesinha de madeira (montada com caixas) com duas caipirinhas, preparadas pelo Carlos (barman) havia aprendido a fazer na noite anterior, e snacks típicos, como carnes secas. E duas plaquinhas com os dizeres “The Pride of Brazil” e “Caipirinha”. Como não amar???

Fiquei emocionada com tamanha delicadeza e gentileza!!! Antes de embarcar, nada mal uma caipirinha para animar o nosso retorno rsrsrs

Surpreender os hóspedes, na maioria das vezes, não custa nada, apenas um pouco de sensibilidade e atenção

Após alguns dias vivenciando a experiência da Wilderness Safaris, sinto que a sua filosofia “Our journeys change lives”  faz todo o sentido.

Para saber mais sobre o Delta do Okavango e a Wilderness Safaris, leia também Safári sustentável no Delta do Okavango

Dicas e informações:

  • Fique, pelo menos, em dois camps diferentes que ofereçam safári por terra e água (barco ou mokoro), assim você terá duas experiências distintas do Delta do Okavango
  • As diárias nos camps incluem os game drives, refeições e serviço de lavanderia, portanto leve o menos de roupa possível e lave o que for preciso lá
  • Nos aviõezinhos de Maun para os camps e entre eles, é permitido levar apenas 20 kg por passageiro em malas estilo sacolas, aquelas maleáveis. As malas rígidas de rodinhas não são permitidas. Sugiro arrumar uma mala específica para o safári e deixar uma outra mala maior, para o restante da viagem, no escritório da Wilderness, em Maun, que fica bem ao lado do aeroporto
  • Combine o safári em Botswana com outros destinos, como a Cidade do Cabo, na África do Sul

Onde ficam os camps Chitabe Lediba e Xigera?

Fotos: Alessandra Leite

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também:
Check-in

Alma brasileira na Itália

Casa Della Capra mescla gastronomia,ciclismo e arte no cenário montanhoso do Piemonte

Check-in

Hotéis exclusivos na Grécia que devem estar no seu radar

A hospitalidade grega e o bem-estar integram o conceito das propriedades