
Lutetia | Hotel de luxo em Paris
Renovação modernizou o Lutetia respeitando sua identidade e personalidade
Ícone da hotelaria parisiense , o Lutetia reabriu em julho do ano passado, após quatro anos de uma renovação milionária. Situado no emblemático bairro de Saint Germain, é o único hotel com distinção “palácio” localizado na Rive Gauche – margem esquerda do rio Sena – e leva o selo The Leading Hotels of the World.
A chamada Palace Distinction (Distinção Palácio), criada em 2010 pela Atout France – agência de desenvolvimento do turismo francês -, é oferecida aos melhores hotéis cinco estrelas do país e que cumprem critérios rigorosos e padrões de excelência.
Me hospedei no Lutetia em novembro passado para conhecer, em primeira mão, a renovação que elevou o padrão do empreendimento, que antes era considerado um quatro estrelas.
História do Lutetia
O hotel foi construído no início dos anos 1910 pelos mesmos proprietários da Le Bon Marché, localizada a apenas um quarteirão do empreendimento, e hospedava fornecedores e clientes da loja de departamentos. Devido à vocação intelectual do bairro, a propriedade também era frequentada por personalidades da literatura, arte, cinema e política.
Lutetia era o nome que Paris tinha na época do Império Romano. O símbolo da cidade, um barco a vela, inspirou sua fachada ondulante em estilo Art Nouveau, com janelas, varandas e balaústres decorados com cachos de uvas e anjos.

O barco a vela ainda está presente em vários lugares do hotel, como nos mosaicos no hall de entrada, no alto do pátio interno e no spa.

Entrada do hotel 
Patio interno 
Spa
Comprado pelo grupo hoteleiro The Set, que tem no portfólio mais duas propriedades: Hotel Café Royal (Londres) e Conservatorium (Amsterdam), o Lutetia ficou fechado para uma grande obra de renovação que demandou investimento de 200 milhões de euros.
Espaços comuns
É impossível ficar indiferente ao novo Lutetia assim que entramos no hotel e começamos a circular pelas áreas comuns. Capitaneado pelo arquiteto Jean-Michel Wilmotte, o projeto preservou a riqueza histórica do edifício, valorizou a iluminação natural e trouxe um ar contemporâneo ao seu interior.
Para garantir a entrada de luz natural nas áreas comuns, foi criado um pátio interno que une diferentes ambientes: a biblioteca e os restaurantes Le Saint Germain e L’Orangerie, onde é servido o café da manhã.

Patio interno 
L’Orangerie 
L’Orangerie 
Buffet de café da manhã no L’Orangerie 
Pain Perdu, um dos itens do café da manhã
O restaurante Le Saint Germain tem clima de sala de estar sob um lindo vitral colorido, assinado pelo artista Fabrice Hyber – que com a luz do dia cria um efeito policromático no ambiente. Ele fica aberto durante o dia inteiro e está sempre movimentado.
Jantamos duas vezes lá e experimentamos algumas delícias de seu menu casual.
Um dos salões de eventos foi transformado no charmoso Bar Joséphine, que ganhou este nome em homenagem a uma de suas hóspedes, Josephine Baker.
Afrescos originais nas paredes e no teto, que estavam escondidos sob camadas de gesso e pintura, foram descobertos durante as obras de restauro. As grandes janelas, voltadas para o Boulevard Raspail, trazem a agitação da cidade para dentro do bar.
As noites dos finais de semana são embaladas pelo som de jazz ao vivo e já se tornou um point no bairro.

Com entrada independente na esquina do edifício, a famosa Brasserie Lutetia retornou vibrante e sofisticada somente em fevereiro deste ano. O arquiteto fez uma releitura da autêntica brasserie parisiense evocando a atmosfera marítima, que pautou também o design de interiores do hotel.
A cozinha está sob o comando do chef Gérald Passédat, proprietário do Le Petit Nice, três estrelas Michelin em Marselha.

Infelizmente, quando me hospedei no hotel, a brasserie ainda estava em obras. Vai ficar para uma próxima.
Quartos
As 230 acomodações originais foram reduzidas a 184, incluindo 47 suítes, e ficaram mais espaçosas e aconchegantes. A tecnologia e o conforto acústico foram pontos fundamentais na renovação, assim como a utilização de móveis em eucalipto, pisos em madeira e cores sóbreas, como azul escuro e bege acinzentado.
Ficamos em uma Junior Suite with Balcony, situada na esquina do edifício e com vista para praça Boucicaut e torre Eiffel ao fundo. Amei a cor marinho que predomina no ambiente.




Detalhe das boas vindas
Um grande diferencial nos apartamentos são os banheiros inteiramente de mármore Calacatta, banheiras esculpidas no próprio hotel (que chegaram em blocos) e pisos aquecidos. A maioria deles (95%) tem janelas que possibilitam a entrada da luz do dia.

Amenities Hermès 
Secador Dyson Supersonic
As “Signature Suites” são a crème de la crème. Cada uma retrata as diferentes artes ligadas à história do hotel: literatura, cinema, moda e design. As duas penthouses dispõem de pátios com vistas 360° da cidade.
Bem-estar
O projeto do novo Lutetia também incorporou um subsolo onde foi montado o spa Akasha, que inclui academia com aparelhos de última geração e piscina de 17 metros feita de mármore, além das salas de tratamentos e jacuzzi.
O spa tem a filosofia baseada nos quatros elementos: ar, água, fogo e terra; e, desta forma, consegue oferecer uma combinação de tratamentos corporais e faciais, atividades físicas, aulas de yoga e alimentação saudável.
Leia também as reviews de outros hotéis de luxo parisienses: Plaza Athénée, Mandarin Oriental e The Peninsula
Onde fica o Hotel Lutetia
Fotos: Alessandra Leite e Divulgação
Alma brasileira na Itália
Casa Della Capra mescla gastronomia,ciclismo e arte no cenário montanhoso do Piemonte
Hotéis exclusivos na Grécia que devem estar no seu radar
A hospitalidade grega e o bem-estar integram o conceito das propriedades















